Cia Mútua Teatro e Animação

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Sinopse

Exupéry é um jovem e destemido aviador. Ele e seus amigos, que juntos formam “os cavaleiros do céu”, enfrentam o mar, o céu e o ar; a noite, o deserto, as montanhas e as tempestades para cumprir seu ofício: transportar o correio aéreo. Essa vida de perigo, mistério e aventura inspira Exupéry a começar a escrever sua obra.

Espetáculo de teatro de animação inspirado na vida do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, entre 1926 e 1944, quando antes de ter-se tornado conhecido mundialmente por seu romance “O Pequeno Príncipe”, Saint-Exupéry trabalhou para a Companhia de Correio Aéreo Aéropostale. E numa época em que os aviões eram quase de papel, entregava cartas em escalas de vôos diários, que se estendiam pela Europa, África e América do Sul. Uma de suas escalas era na praia do Campeche, em Florianópolis, local onde ele ficou eternizado como “Zéperri”.

Críticas

“A cena da morte de Exupéry é um dos momentos mais lindos que já vi no teatro para crianças, que acompanho desde 1990. Delicada, tocante, singela, a cena envolve o público com muita emoção e produz um silêncio de inegável eloquência. Confesso que chorei. Os bonecos, os aeroplanos de madeira e os objetos cenográficos são todos encantadores. Dá vontade de levar para casa. É de se tirar o chapéu para a manipulação certeira e precisa. Trata-se de um espetáculo sem palavras, mas com muito conteúdo e muito o que dizer sobre autoconhecimento, amizade, solidariedade, coragem, força, obstinação, imaginação. A trilha é ótima e ajuda a dar os climas para que a trama tenha fluência.
Dib Carneiro, jornalista, dramaturgo, crítico teatral e escritor, durante Temporada em São Paulo no Espaço Sobrevento, em 24/6/2016

“Intimista, espetáculo que conta a vida do autor do ‘O Pequeno Príncipe’ é um haicai que faz suspirar. O espetáculo revela muito profissionalismo, mas acima de tudo, um amor e acuidade à arte. Os dois atores-titiriteros que, humildemente, se colocam na condição de escada para a grande estrela do espetáculo, Exupéry, conduzem o público com muita sensibilidade para um universo de sonhos e muitas aventuras. É quase o caminho do herói, como poderia assinalar Joseph Campbell. O aviador passa por um processo de autoconhecimento que vai alimentar sua escrita. O público acompanha e entende essa jornada: suspira nos perigos, ri nos momentos patéticos e bem-humorados e se emociona com os “fracassos” de seu herói. A escolha de tecer a peça por meio da associação desses dois aspectos da vida de Exupéry, o de aviador e o de escritor, se mostrou consistente, afinal, é possível dizer que quem escreve também se arrisca num vôo cego. Se “o essência é invisível aos olhos”, no espetáculo, o aspecto espiritual da arte se fez ver de maneira bem concreta, por meio da poesia”.
César Augusto, ator, dramaturgo e diretor, durante o 29° Festivale- Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba, São Paulo, em 9/9/2014

“A aliança entre atuação e manipulação faz com que ‘Um Príncipe Chamado Exupéry’ alce vôos mais altos, como se lembrasse ao espectador que na obra do escritor vida e arte se misturam. A dramaturgia abre ainda lacunas para que haja o diálogo com o público, cabendo quebras momentâneas na ilusão criada pelo teatro de animação, em cenas como a que as cabeças dos espectadores se tornam montanhas das quais os aviões de Exupéry e seus amigos precisam se desviar. Ao longo do espetáculo, a platéia é testemunha das aventuras do piloto ao redor do mundo, passando pelo deserto e até com uma breve parada em Santa Catarina, encontrando pelo caminho pessoas e personagens que mais tarde farão parte da sua obra: à raposa, o carneiro, o lampião, a rosa. A simplicidade dos materiais e das soluções traz uma qualidade artesanal e não menos elaborada em que os detalhes da feitura parecem ser mais importantes que o resultado suntuoso”
Soraya Belusi, crítica teatral, durante o XX Fentepp- Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, São Paulo, em 21/9/2013

“Os fios de humanidade que contém o andar de cada um dos personagens marionetes das mãos dos atores/manipuladores são a grande chave do espetáculo. A brincadeira que eles estabelecem diante da (e com a) plateia é sempre viva e dá um sentido que muitas vezes não se vê nesse tipo de trabalho, que é uma aproximação com a recepção, um olhar menos distanciado diante do objeto. Ao espectador é feito um apelo para que mergulhe na história e se familiarize com aquele mundo mágico da animação que presta uma homenagem ao criador de um dos personagens mais conhecidos da literatura mundial.”
Dâmaris Grün, crítica teatral, durante o III Festival Brasileiro de Teatro de Itajaí, em 3/9/2013

“Extraordinário, maravilhoso, emocionante. Não esperávamos que a história de nosso tio-avô fosse retratada de forma tão mágica e fiel à realidade e ainda sem falas. O boneco é muito parecido com nosso tio, o nariz dele é bem familiar. Os momentos mais emocionantes foram o encontro dele com a raposa, no deserto e a o salvamento do amigo Guillaumet nos Andes. Viemos da França a Florianópolis apenas  para o lançamento do documentário De Saint-Exupéry a Zeperri, que relembra a passagem do nosso tio pela capital catarinense. Foi tocante conhecer outra parte de sua história, os lugares que passou e as amizades que fez com os pescadores”
Hélène de Sèze e Isabelle d’Agay, sobrinhas-netas de Saint-Exupéry, em 14/05/2011

“Espetáculo de uma delicadeza e ternura enormes. A atenção do público (crianças e adultos), se deve à qualidade do espetáculo, a concentração/meditação dos atores, imprescindível para a qualidade do trabalho. Sonoplastia e iluminação perfeitos. Mas, muito se deve também a opção pela narrativa “silenciosa”, que possibilita ao espectador criar espaços, visualizar cenas, compor personagens, estar na história, num espaço de tempo tão curto. Arte é isso! Criar condições para propiciar ao ser humano-espectador, (um ser em evolução) situações em que possa fruir o silêncio criativo, o silêncio dinâmico, o silêncio da expectativa, do receio. Sucesso! Retornem aos palcos de Joinville.”
Helena Sprícigo, em 5/9/2010

Ficha técnica

Roteiro/Dramaturgia: Mônica Longo, Guilherme Peixoto e Willian Sieverdt
Elenco: Mônica Longo e Guilherme Peixoto
Direção: Willian Sieverdt
Cenografia: Jaime Pinheiro
Mecanismos de Bonecos e Cenários: Paulo Nazareno
Sonoplastia e Trilha Sonora Original: Guilhermo Santiago e Paulo Zanny
Engenharia de Iluminação: Giba de Oliveira
Desenhos: Marcos Leal
Figurinos: Lenita Novaes
Escultura dos Bonecos: Mônica Longo
Confecção dos Bonecos: Mônica Longo e Guilherme Peixoto
Operação de Luz: Laura Correa
Operação de Som: Luis Melo
Designer Gráfico: Leandro De Maman
Pintura de Estrutura Cênica: Luis Melo
Pintura de Bonecos: Luis Carlos Vigarani
Pintura de Cenários: Guilherme Peixoto e Mônica Longo
Preparação de Atores: Ângela Finardi
Consultoria de Pesquisa: Mônica Cristina Corrêa
Pesquisa, Produção e Realização: Cia Mútua

Informações técnicas

Público: Adulto (crianças somente a partir de 8 anos)
Lotação por espetáculo: 60 pessoas.
Duração: 50 minutos.
Equipe que viaja: 5 pessoas (2 atores/manipuladores, 1 técnico de som, 1 técnico de luz e 1 técnico de montagem)
Necessidades Físicas: sala escura com medidas mínimas de 13m (compr.), 8m (largura) e 4m (altura) (estas dimensões comportam cenário e platéia)
Necessidades Técnicas: 1 escada dobrável, 2 carregadores/descarregadores, 1 pontos de energia elétrica com 100 amperes e 1 eletricista.
Tempo de Montagem: 6 horas
Tempo de Desmontagem: 2 horas
Transporte dos Cenários: 1 caminhão baú (mínimo 6 metros).

Prêmios

- Prêmio Myriam Muniz - Circulação
- Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural São Paulo e Brasilia
- Projeto SESC Palco Giratório 2012 - Circulação por 15 estados
- EnCena Catarina SESC 2011 - Circulação por 24 cidades de SC
- Prêmio Elisabete Anderle 2009 - Montagem
- Prêmio Myriam Muniz 2008 - Montagem

Onde Já Passou

- São José do Rio Preto-SP | FIT-Festival Internacional de Teatro
- São Paulo-SP |  Projeto Temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro
- Rio de Janeiro-RJ | Projeto Temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro
- Londrina-SC | FILO - Festival Internacional de Teatro 2015
- Chapecó-SC | Festival Nacional de Teatro
- Bauru-SP | Festival Internacional de Teatro de Bonecos
- São José dos Campos-SP | 29° Festivale
- Balneário Piçarras-SC | 3° Festival de Teatro
- Florianópolis-SC | Maratona Cultural
- Circulação por 4 cidades do RS e 4 cidades do RN | Projeto Myriam Muniz
- Caraguatatuba-SP | VII Litoral Encena
- Presidente Prudente-SP | XX Festival Nacional de Teatro
- Itajaí-SC | III Festival Brasileiro de Teatro Toni
- São Paulo-SP e Brasília-DF | Temporada na Caixa Cultural
- Curitiba-PR | 19º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos
- Goiânia-GO | 2ªAldeia SESC Diabo Velho
- Belo Horizonte-MG | 13° Festival Internacional de Teatro de Bonecos
- Itajaí-SC | 7º Itajaí em Cartaz
- Circulação por 15 estados | Projeto SESC Palco Giratório
- Joinville-SC | Temporada Galpão de Teatro da AJOTE
- São Paulo-SP | II Semana Internacional de Animação
- Florianópolis-SC |5° FITA Floripa
- Circulação por 24 cidades de SC | Projeto EnCena Catarina SESC
- São Paulo-SP | II Semana Internacional Teatro de Animação - Espaço Sobrevento
- Itajaí-SC | Apresentação Especial para sobrinhas de Saint-Exupéry
- Jaraguá do Sul-SC | 11º Festival de Formas Animadas
- Joinville-SC | Festival Palco Giratório SESC
- Brusque-SC | 15° Festival Catarinense de Teatro

Fotos

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